segunda-feira, novembro 28, 2005

Prémio INUAF

Peça Escultórica para Prémio ao melhor aluno do INUAF- Loulé, da autoria de Silvestre Raposo

Passaro

Com apenas 10 anos, Silvestre Raposo pintava assim

Testamento

Nunca vivi de joelhos
Não fui "moço de recados"
De frente peguei a vida
Vi o bem
Vi o mal
Vi luxúria e traição.
Vi um amor sincero,
maior que o mundo,
caber na palma da mão.

Fiz poemas
Pintei quadros
Escrevi livros
Aprisionei a ilusão
Amei e fui amado
Tive um sonho
na palma da mão.

Levo em mim ao partir
a riqueza do que aprendi.
Deixo palavras
sem valerem "um tostão"
e sonhos que foram ilusão.

Deixo o amor
maior que o mundo
que me escapou
da palma da mão.

Poema de Silvestre Raposo

Amar-te

Amar-te, foi
não ter palavras
e sentir o silêncio
ao encontrar-te.

Amar-te, é
ficar triste,
por sentires a dor
da distância
e não poder confortar-te.

Amar-te, é
compartir contigo
a felicidade ou a dor,
não pode ser aprisionar-te

Amar-te, é
ser capaz
de morrer por ti,
mas saber libertar-te

Amar-te, é
viver um sonho
a teu lado,
e ao nascer do dia
com beijos
Acordar-te.

Poema de Silvestre Raposo

Prisioneiro

Preso a este amor
que se liberta
em noites de
Lua Cheia

Acorrentado a esta
dor,
da distância
...e,
este nó na garganta,
este tremor nas mãos,
esta insónia
que persiste,
este amor que resiste,
a esta distância,
que não consigo
superar.

Mas sei,
que onde estiveres
irei eu estar
...e,
que a morte
me leve,
se essa for a maneira,
de te encontrar.

Poema de Silvestre Raposo

Cativeiro ou Liberdade?

Escultura de Silvestre Raposo

A Sonhar

Desenho de Silvestre Raposo

Tentação

Pintura de Silvestre Raposo

Luz

Foto de Silvestre Raposo

Dos Poetas, Poemas e Sonhos

Os Poetas sonham, mas não como os outros comuns mortais, o seu sonho vai além da vida e da morte, atravessa Oceanos de palavras e Mares de angústias.
Mas o que são e quem são os Poetas?
Quem pode ousar ir além do sonho?
Poetas são todos os que dizem, o que lhes vai na Alma, os que sofrem se não soltam as palavras que lhes surgem na cabeça, mas que sofrem também, quando as não encontram e, se por ventura o seu sonho é tão intenso, que já não tem em si lugar e há momentos em que as palavras lhe faltam é o morrer um pouco em cada dia.
Diz isto quem não é poeta, mas que fala daquilo que lhe vai na alma e escreve todos os dias as palavras com que sonha.
Silvestre Raposo